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Como está a sua fé ?
Por: Humberto Pazian
Quantos discursos nós já ouvimos em nome do poder do tal de pensamento positivo? Quantos artigos e livros nós já lemos discorrendo sobre o maravilhoso poder da nossa mente? Quantas e quantas vezes não ficamos demoradamente a refletir sobre essa força maravilhosa da fé?
E o Evangelho com suas profundas lições sobre o tema, foram lidas quantas vezes? E, mesmo assim, quando nos deparamos com dificuldades, tropeços e aflições, quase sempre o desespero e a dúvida ocupam nossas mentes, dizemos que estamos perdidos, que não temos saída, que o mundo acabou e tantas outras lamentações que o texto ficaria muito longo caso resolvesse aqui enumerá-las.
Não falo em nome de todos, isso é óbvio, mas acredito que para um grande número de pessoas isso acontece; ou seja, no momento que mais necessitamos dela não a temos; a fé.
A fé e a ciência
Independente das várias interpretações religiosas sobre a fé, a ciência vem alçando altos vôos sobre o assunto. Pesquisas realizadas em laboratórios sérios e grandes fundações, já há várias décadas, vem comprovando o poder da fé ou do pensamento positivo no combate as doenças e na manutenção da saúde. O termo psicossomático já amplamente utilizado significa esse efeito que relatamos, ou seja, o efeito da psique no corpo (soma). Já as pesquisas na área da física quântica o processo é mais abrangente e profundo e esperamos, em breve, constatações surpreendentes a respeito da abrangência do pensamento e da fé.
A fé e as religiões
As religiões, durante séculos utilizaram-se da fé dos seus fiéis para a manutenção de suas estruturas. Todos tinham que acreditar (ter fé) no que ensinavam e crerem que eles eram os únicos representantes da vontade divina na Terra, mesmo que essa idéia fosse completamente contrária a razão ou a ciência. A fé nas instituições religiosas, sem o confronto com a razão fez com que a humanidade torturasse inúmeros pensadores sensatos e realizasse outros tantos atos terríveis e desastrosos que a história registrou.Infelizmente, ainda nos dias de hoje, alguns grupos religiosos não evoluíram muito a esse respeito.
A fé e o Espiritismo.
Com o advento da Doutrina dos espíritos, com Allan Kardec, pudemos, finalmente, aliar a fé à razão, enfrentando a verdade face a face, utilizando palavras do próprio Codificador.
Aprendemos no Espiritismo que nascemos, ou melhor, renascemos várias vezes neste planeta para continuarmos em nossa evolução espiritual. Isso quer dizer que aqui estamos para aprendermos novas lições, reaprendermos as não assimiladas, para conhecermos e superarmos nossas fraquezas, consolidarmos nossas virtudes, para nos reabilitarmos perante aqueles que prejudicamos (nesta ou em outra encarnação) e perdoarmos quem nos agrediu entre tantos outros propósitos que poderíamos enumerar.
Observando a vida dessa forma, fica mais fácil compreendermos que, com tantas atividades inerentes ao nosso aprendizado é natural que de vez em quando tenhamos alguns contratempos, alguns dissabores, desilusões e outros tipos de “dores”, como também teremos muitos momentos de grande alegria e prazer. O tempo e a intensidade do nosso sofrimento ou prazer estarão sempre relacionados com nossa forma de “sentir a vida”. A fé, nesse caso, pode ser interpretada como a certeza na justiça e bondade divina, a fé de que jamais seremos desamparados e que embora em alguns momentos a situação possa parecer insuportável, ela passará, afinal, tudo passa, mas só o amor divino permanece.
A fé em nós.
Já perceberam como reagimos de forma diferente aos acontecimentos ou situações da vida? Tomemos como exemplo um dia frio e chuvoso de inverno. Talvez um de nós diga que o dia está cinzento e feio e que fica muito triste num dia assim enquanto o outro possa sentir-se confortável e propenso a reflexões e ajustes no seu trabalho ou vida particular e sinta até uma grande paz. Se perguntássemos a mais pessoas outras opiniões divergiriam das nossas com toda a certeza.
Os “problemas” da vida se processam da mesma forma, pois dificuldades todos nós temos, momentos de incertezas, de dor, de inquietações são comuns a todos nós, só que a maneira de reagirmos a eles é que diferem. Se de um lado devemos confiar na justiça divina, de um outro devemos ter fé em nossas habilidades e em nosso poder de reabilitação e de superação, pois fazemos parte da criação e não podemos esquecer que somos “filhos de Deus”. Podemos definir que o tamanho da nossa fé será o fator que vai fazer com que dure um maior ou menor tempo nosso sofrimento e ainda se ele existirá ou não.
A fé em Deus.
Podemos, finalmente, de uma forma bem simples entender a fé como a certeza de que Deus nos ama e que tudo que a vida nos apresenta é para nosso bem, tudo mesmo. Compreendendo a vida atual como uma sala de aula e nós como alunos aplicados fica fácil entender que, quanto mais nos aplicarmos aos estudos, mais fácil ficará o aprendizado e mais tranqüila as provas de conhecimento. Falar, bem sei que é fácil, mas ter a confiança de que somos orientados e conduzidos por mãos hábeis e bondosas não é impossível, pois precisamos analisar se acreditamos ou não em Deus.
Cada um de nós deve ter uma concepção diferente de Deus, mas seja ela como for é de grande importância que nos habituemos a sentir a presença Divina em todos os momentos; tanto nos de alegria como nos de tristeza, nos períodos de paz ou de guerra, quando estivermos agindo bem e quando não estivermos também. Se vivermos de acordo com as bases religiosas que todos nós temos, se colocarmos realmente em prática o “seja feita a Tua vontade”, viveremos então com fé e sentiremos a Presença Divina em nós.
A observação e conhecimento das leis da vida são muito importantes, mas é na prática delas que conheceremos seus resultados e já que todos nós entendemos o valor da fé, façamos nosso dever de casa, vivendo com entusiasmo e com a certeza de que a paz, o amor e a alegria se constituirão em nossa meta final.
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